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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Perguntas não respondidas


O governador do Para, Simão Jatene, desistiu de responder as quatro perguntas enviadas na terça 22.
As perguntas estão relacionadas a apresentação de provas, pela revista Observatório Social, que ligam servidores da Secretaria de Estado de Meio Ambiente em esquemas de corrupção no esquentamento de carvão usado pela indústria siderúrgica. 

A decisão do governador, de não se manifestar, revoga decisão anterior. Por intermédio da assessoria de imprensa, ele havia prometido enviar as respostas na quinta feira 24. Depois, prometeu para sexta-feira 25.
Finalmente, no domingo, a assessoria de comunicação informou que as respostas não serão mais enviadas.
As perguntas que o governador não respondeu são as seguintes:

1. Governador, qual sua posição em relação à denúncia do Observatório Social, que relaciona a Secretaria de Estado de Meio Ambiente em esquemas criminosos de esquentamento de carvão para as siderúrgicas do polo de Carajás? 
2. Que medidas o governo do Pará vai adotar para evitar que o setor siderúrgico do polo de Carajás continue usando carvão do desmatamento e do trabalho escravo? 
 3. Que medidas o governo do Pará vai tomar para sanear a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que vem sendo sistematicamente relacionada a fraudes ambientais, inclusive em relatórios do Ibama e da Polícia Federal?
 4. Que estratégias o Sr vai adotar, ao longo da sua gestão, para enfrentar o desmatamento e o trabalho escravo no Pará? 

Para mais informações e para baixar o PDF da revista, visite o site do Observatório social no endereço www.os.org.br


© Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução não comercial, desde que o autor seja citado.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Perguntas ao governador do Pará, Simão Jatene


E-mail enviado aos assessores de imprensa do governador do Pará, Simão Jatene:

Prezados Simone Romero e Paulo Silber,

No dia 17 de fevereiro, o Instituto Observatório Social lançou a publicação A Floresta que Virou Cinza, que mostra esquemas ilegais de fornecimento de carvão para as siderúrgicas do polo de Carajás.
A reportagem, de minha autoria, mostra que as siderúrgicas estão comprando carvão de desmatamento e de trabalho escravo.
A reportagem cita um esquema de corrupção na Secretaria de Estado de Meio Ambiente, em que fiscais atuariam a favor de um consórcio criminoso do qual fazem parte empresários e políticos.

Estou produzindo uma matéria com a repercussão do caso e gostaria de obter a posição do governador Simão Jatene sobre os seguintes temas:

1. Governador, qual sua posição em relação à denúncia do Observatório Social, que relaciona a Secretaria de Estado de Meio Ambiente em esquemas criminosos de esquentamento de carvão para as siderúrgicas do polo de Carajás? 
2. 
Que medidas o governo do Pará vai adotar para evitar que o setor siderúrgico do polo de Carajás continue usando carvão do desmatamento e do trabalho escravo? 


3. 
Que medidas o governo do Pará vai tomar para sanear a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, que vem sendo sistematicamente relacionada a fraudes ambientais, inclusive em relatórios do Ibama e da Polícia Federal?

4. 
Que estratégias o Sr vai adotar, ao longo da sua gestão, para enfrentar o desmatamento e o trabalho escravo no Pará? 



Para mais informações e para baixar o PDF da revista, por favor visite o site do Observatório social no endereço www.os.org.br

Ficamos à sua inteira disposição.

© Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução não comercial, desde que o autor seja citado.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Siderúrgicas, Vale e governo do Pará estão com a palavra


Quinta 17, lançamos A Floresta que Virou Cinza, edição especial da revista Observatório Social. Mostramos como a indústria global do aço financia a devastação ambiental e o trabalho escravo no polo de Carajás.
As seguintes empresas compram ferro-gusa de siderúrgicas que são abastecidas pelo consórcio criminoso que controla o desmatamento no Pará: Gerdau, ThyssenKrupp, Kohler, Whirlpool Corp, Nucor Corporation e National Material Trading Co. São as maiores do mundo em seus setores.
Também são abastecidas pelo ferro-gusa do desmatamento as seguintes montadoras: Daimler Chrysler, Ford, GM, Nissan e Toyota.
O ferro-gusa do desmatamento e do trabalho escravo é produzido com o minério de ferro da Vale, que não está cumprindo o acordo que firmou com o Ministério do Meio Ambiente em 2008. O acordo foi assinado pelo então ministro, Carlos Minc, e o presidente da Vale, Roger Agnelli.
No ato da assinatura do acordo, Agnelli culpou os povos da Amazônia pela devastação: “As florestas são agredidas por falta de opção e oportunidades das pessoas que vivem nas áreas desmatadas", disse o presidente da Vale ao Planeta Sustentável
Os povos da floresta não tem nada a ver com a devastação ambiental. Cerca de 90% do carvão produzido no país é usado para fazer ferro-gusa. A Vale entra no jogo ao fornecer minério de ferro para siderúrgicas que são abastecidas pela quadrilha que controla o desmatamento no Pará, um consórcio formado por políticos, empresários e servidores de Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA-PA).
Por que o governo do Pará, acusado de sustentar bandidos na Secretaria de Meio Ambiente, não se manifestou sobre o caso?
Por que a Vale não se manifestou ao ser acusada de fornecer minério de ferro para a cadeia produtiva da devastação e do trabalho escravo?
Por que as siderúrgicas não se manifestaram?
Quem se beneficia com a devastação da Amazônia não são os povos da floresta. São as grandes corporações industriais que financiam os esquemas predatórios da devastação. São empresas que não levam em conta o valor da natureza. E fazem isso amparadas pelo Estado.